domingo, 6 de dezembro de 2015

HERO #7.2 | Uma luz em meio à escuridão | Season Finale

Há sete anos, um vírus criado pelas Indústrias Platinum foi espalhado por Queen City, não sabemos a causa ou quem fez isso, Henry, filho dos donos da empresa foi embora para compreender o que acontecia com ele e quando finalmente voltou encontrou sua cidade pior do que a deixou. Agora ele tem, habilidades especiais, e com a ajuda dos seus amigos, vai cumprir com sua responsabilidade, vai proteger essa cidade.

Anteriormente, em HERO... (Diretor): Atenção agentes, à uma nova ocorrência de crime da cidade. Estou enviando as coordenadas para você Hero. Vá sozinho. (Emile): NÃO! Por favor!! Não podem fazer isso!!! (Gary): Ela está sobe os efeitos do poder do Feiticeiro... não há saída. (Hero): Eu preciso mata-la..? (Emile): Henry… eu… COF cof cof…



Duas semanas depois….

Henry comia um pote de sorvete, assistindo a uma tela de TV, completamente riscada e com interferência. Ele continua comendo, quase engasgando. Ele vira o rosto em direção a um canto de encontro de duas paredes. Continua olhando, e então se ouve batidas na porta.

Henry: Seja quem for, vá embora! - Ele se apoia no braço de sua poltrona.
Surfando: Henry, precisamos conversar. Você não pode mais continuar nessa vida
Henry: Vá embora…
 -Surfando consegue abrir a porta, já que os cupins já haviam dominado ela faz tempo. Assim que ele entra, Surfando vê Henry ainda agarrado ao pote de sorvete, olhando para o nada-
Surfando: Olha Henry, sei que você está mal. Eu sinto muito pela Emile… Mas você não pode ficar aqui desse jeito. Vai acabar pegando alguma doença.
Henry: Que pegue. Minha vida não faz mais sentido mesmo...
Surfando: Henry, por favor… - ele chega mais perto de Henry e põe sua nadadeira nos ombros dele - Olha, desde os acontecimentos com Emile, tudo na cidade vai de mal a pior, precisamos da sua ajuda.
Henry: Quem mais está incluído nesse “precisamos”? - Henry percebe que Gary estava na porta, ouvindo a conversa dos dois. Ele logo percebe o que queriam. - Não, não vou ajudar aqueles lunáticos.
Surfando: Olha, eles estão implorando para você voltar como Hero. O Feiticeiro está dominando tudo. Tudo está uma loucura!
Henry: Mas nada disso é problema meu.
Surfando: Não, a partir do momento que você colocou aquela roupa para proteger as pessoas, o problema dessa cidade se tornaram seus também.
Surfando: Ah... Henry... eu sei como dói perder alguém... mas você não pode deixar seu mundo desabar por causa disso.
Henry: Por que? O seu mundo desabou quando seus amigos desapareceram.
Surfando: Meu mundo desabou porque ninguém mais precisava de mim, eu era inútil, por isso entrei para a EPF, mas você... A cidade precisa de você, e em questão de tempo, o mundo inteiro precisará de você...
Henry: A cidade, e o mundo, precisarão do Hero, não de mim.

Henry volta seu rosto para o chão, e então Surfando tenta uma última jogada.

Surfando: A Emile iria querer isso. - Henry encara Surfando, com lágrimas nos olhos. Então as enxuga e se levanta, respirando fundo.
Henry: Ok, vou fazer isso. Pela Emile.
Gary: Sorte que guardei seu uniforme. Venha se preparar para a reunião.

Mais tarde, na EPF…

Diretor: Vou ter que esperar ainda quanto tempo? Já não foi fácil ter que aceitar aquele garoto para a agência novamente, e agora vou ter que esperar ele chegar?
Agente F: Ele deve estar com me…
Henry: Estou aqui.
Diretor: Puxa, enfim resolveu sair de seu esconderijo depressivo, Henry?
Henry: É, mas não pense que foi para ajudar vocês. Só estou aqui por...
Diretor: Porque você sabe que sozinho nunca será capaz de deter a ameaça atual, não é?
-Henry olha irritado para o Diretor, mas vira seu rosto-

 Então, Diretor dá um aceno para um agente, que sobe em um pequeno palanque e bota um microfone para funcionar.

Agente L: Senhores agentes, e…”Hero”. - diz o agente. - Estamos aqui para dar início a reunião, com informações da nova operação: a Operação Queda.
Surfando: Operação Queda? Que criatividade… Podemos dar um novo nome?
Agente L: Não. Como eu dizia, a Operação Queda, tem como objetivo fazer o Feiticeiro ter uma “queda” no poder. Ele precisa ser parado, antes que destrua a cidade inteira.
Surfando: Continua sem criatividade.
Agente L: Quer se calar por favor? Continuando….nós, agentes da EPF, decidimos bolar um plano para tirar o Feiticeiro do poder. Ele atualmente se reside na Prefeitura, cercado de guardas. Mas durante a noite, os guardas ficam em menor número, e é nessas horas em que ele fica mais vulnerável. Faremos um ataque surpresa à meia noite, com o máximo de agentes que temos.
Henry: E onde eu me encaixo nisso?
Agente L: Fará parte do ataque surpresa... além de poder recarregar as armas, elas funcionam a base de energia elétrica. Bem, isso é tudo.
Diretor: Espero que faça um bom trabalho dessa vez, “herói”. - Ele encara Henry - Em vez de bancar o covarde quando essa cidade mais precisa de você.
Henry: Eu tive motivos.
Diretor: Motivos como uma ilusão romântica?
Henry: Você não tem o direito de falar nada. - Ele encara Diretor - Você nunca passou por algo assim.
Diretor: Não sou tão burro para passar por algo assim. - Henry fica vermelho, e faz um grande esforço para se acalmar. - Bom, você tem 4 horas para treinar. Melhor fazer algo pelo menos honroso, caso você morra em breve.

Horas de treinamento depois...

Surfando: Eu não sabia que você era tão forte assim!
Henry: Eu já disse! Foi um curto circuito que jogou aquele peso no teto!
Surfando: Então a energia fez você ficar super forte?
Henry: Não, a energia simplesmente jogou aquele peso para cima quando eu tentava levantar ele, ok?
Surfando: Ah, deixa de ser humilde! Você foi incrível!
Henry: Aff. Quantas vezes eu vo...

''ALERTA VERMELHO-ALERTA VERMELHO-ALERTA VERMELHO''

Surfando: O-ou... Isso não é bom...
Henry: O que foi?
Surfando: O alarme de emergências! Ele não é acionado desde o último grande desastre! Temos que ir para a central, AGORA!

 Os dois correm até a sala central da EPF, onde vêem Diretor, Rookie, Gary, e mais um monte de agentes desesperados andando pela sala, lendo papéis, digitando, e olhando para a grande tela na parede. Henry se aproxima lentamente, e percebe o motivo de todo o desespero. A filmagem mostra o Feiticeiro lançando uma cápsula que libera um gás azul no momento que atinge o chão.

Henry: O que está acontecendo..?

Diretor: -Ele se vira para Henry lentamente com o desespero estampado no rosto- Perdemos...
Henry: O que?
Diretor: Perdemos... O Feiticeiro ganhou a briga...
Henry: O que? Por que?
Diretor: O Feiticeiro liberou um gás pela cidade inteira. As pessoas estão sendo contaminadas.
Henry: Contaminadas?!
Diretor: Logo, todos nesta cidade serão oque o Feiticeiro quiser que elas sejam...
Henry: Como assim?!
Diretor: O Feiticeiro está fazendo a mesma coisa que fez com Emile. Ele vai ter controle total sobre todos nesta cidade, incluindo nós.
Henry: Mas isso não é tããão ruim né? Podemos conter isso!
Diretor: Não entendeu? Quando aquele gás chegar aqui, todos nós estaremos contaminados, e nos tornaremos marionetes do Feiticeiro! E não tem como conter isso, você sabe que o único jeito de parar isso é matando o contaminado.
Henry: E se fecharmos a entrada de ar?
Diretor: Se fecharmos, todos nós morreremos sufocados em questão de minutos. Seriam muitos agentes gastando todo o ar que temos aqui.
Henry: Mas então...

Gary: Oh não! O gás está se misturando com a composição de tudo! Mesmo quando o gás vai embora, ele continua lá!
Diretor: Viu só? Não tem como escapar disso!
Henry: Então, o que faremos??
Diretor: Não tem mais nada que possamos fazer...
Henry: E um ventilador gigante no lado oposto da ilha? O Gary já construiu um desses, não é?
Gary: Mas precisaríamos de mais tempo Henry! Não temos mais tempo! Espera... tempo..? - Ele se levanta de sua cadeira e começa a andar pela sala.
Henry: O que? Tempo?
Gary: Tempo... Tempo, tempo... Tempo! Eureka! É isso! A nossa única salvação!
Diretor: O que?
Gary: Viagem no tempo!
Diretor: O que?! Não! Você sabe que essa tecnologia está proibida! Você mesmo proibiu!
Gary: Sim, mas permiti que em casos extremos fosse usada!
Diretor: Agente G, você, mais do que ninguém sabe dos riscos da viagem no tempo! Sabe as coisas ruins que aconteceram com as últimas pessoas que viajaram no tempo.
Gary: Aquele caso foi um desastre por causa dos tripulantes, eles não sabiam o que estavam fazendo.
Diretor: NÃO! Aquilo quase destruiu nossa dimensão! E todos eles foram mortos! Não vou deixar que você faça isso!
Gary: Mas voltaremos só alguns minutos antes do Feiticeiro liberar o gás! Podemos liderar a missão no passado, já sabendo oque pode acontecer! E além disso, o tempo não faria mudanças drásticas, somente...
Diretor: Haveria MILHÕES de maneiras de isso acabar com TUDO! Não! Você... Você... Voc... cof cof...
Gary: Diretor..? Você está bem?
Diretor: Você não vai trair o nosso líder...
Gary: Oh não...
Henry: Gary..? O que está acontecendo?
Gary: Corram...
Henry: O que?
Gary: CORRAM! DOT, AGENTE SURF, HENRY, TODOS NESTA SALA, CORRAM!!
 - Dot, Surfando e Henry saem correndo da sala -
Gary: Desculpe por isso Cara do Foguete... - Gary pega um ejetor, e lança uma corda, que se enrosca no Diretor, e o prende na parede. Em seguida, Gary corre da sala.
Diretor: VOCÊS NÃO VÃO CONSEGUIR! O FEITICEIRO É MAIS FORTE QUE VOCÊS! ELE É MAIS FORTE QUE TODOS VOCÊS! ELE VAI DESTRUIR TODOS VOCÊS!!

 Gary continua correndo em meio ao caos entre os agentes, até que ele finalmente se encontra com Henry, Dot, Surfando, e Rookie que havia se juntado ao grupo recentemente.

Henry: O que aconteceu??
Gary: Eu tive que prender o Diretor...
Dot: E agora?!
Gary: Temos que procurar a máquina do tempo.
Henry: E onde ela fica?
Gary: No lado sul da base...
Henry: No local já dominado pelo gás??
Gary: Sim...
Henry: Então como...
Dot: Alguém pediu uma máscara de gás?
Gary: Sempre salvando os amigos nas horas certas, não é Dot?
Dot: Haha. Mas, infelizmente, só dois de nós irão. Eu só tenho duas máscaras...
Henry: O que..? Não! Vocês serão contaminados!
Dot: Sim... Mas não se preocupe. Assim que conseguirem voltar no tempo e impedirem o Feiticeiro, todos nós ficaremos bem.
Henry: Mas e se algo der errado?
Dot: O Gary estará com você. Uma coisa que eu admiro nele, é que ele sempre da um jeito de amenizar os problemas.
Rookie: Tipo quando a ilha estava afundando, e ele ergueu a ilha no ar com um balão gigante, e deu início à uma festa ÉPICA!! Eu sinto falta das festas que aconteciam todo mês...
Surfando: Agora não é hora para nostalgia! Henry, Gary, vocês precisam ir antes que nós sejamos infectados também!
Gary: Vamos Henry! - Gary põe a máscara.
Henry: Ok... - Ele põe a máscara, e em seguida, corre em direção sul.

 Os dois correm pelos corredores vazios, sendo as únicos pinguins por ali, os contaminados, se contorcendo no chão.
 A visão de Henry e Gary estava ruim por causa da espessa neblina, a ponto de fazer Henry esbarrar em uma parede.

Henry: Já estamos chegando..?
Gary: Quase lá!
Henry: Onde fica... esse... lugar... ah cansei... - Henry está ofegante.
Gary: Vamos! Não pare. Estamos quase lá!
Henry: Ta difícil de respirar com essa máscara...
Gary: Aguente firme!
Henry: Vai você... eu vou sentar aqui um pouco...
Gary: Oh céus... - ele puxa Henry pelo braço e volta a correr pelo corredor - Não se preocupe! Estamos quaaase chegando! A porta fica... aqui!

Henry: O que? Mas não... tem nada aqui!
Gary: Minha sala de invenções. Eu a escondi na parede. Os objetos lá dentro podem facilmente destruir tudo.
Henry: Wow...
Gary: Eu só preciso achar... Aha! - Gary aperta em um parafuso da parede, e um painel cheio de botões aparece. Ele digita uma sequência de números, e uma enorme porta se abre na parede. - Vamos! Entre! Não podemos deixar que alguém veja isso.
-os dois entram rapidamente na sala escondida, e a porta novamente se fecha-

Henry: Então... onde especificamente está essa máquina do tempo..? Eu esperava ve-la no momento que eu entraria por essa porta.
Gary: Eu a guardei em uma gaveta por aqui... Ahá!!
Henry: Espera, nossa última esperança é esse reloginho????
Gary: Inicialmente, sim. Eu acionei um sistema de camuflagem nela para que quem a visse, não acharia grande coisa. Mas, basta pressionar... este botão, e... perfeito!


Henry: Ainda não vejo grande coisa. Eu imaginava algo... maior... como aquela que você usava para as viagens no tempo para a pré-história.
Gary: Oh, aquela se desintegrou na última vez que foi usada.
Henry: Espera. O que??
Gary: Não importa. nós só precisamos agora, passar por todos os agentes contaminados, e pela cidade inteira, subir no topo da prefeitura e ativar a máquina do tempo. Simples!
Henry: Ah claro. Mas espera, você é um super-inventor, e estamos na sua sala de criações! Não tem nenhum... teletransportador aqui não?
Gary: Hum... Oh! De fato! E eu sei exatamente onde está.

 Gary corre para os fundos da sala, e pega uma enorme caixa de madeira. Após alguns segundos vasculhando a caixa, ele finalmente tira um pequeno dispositivo de dentro. Em seguida, ele anda até Henry, com o dispositivo em mãos.

Gary: Bem, está é a versão 2784. Ela até que é capaz de nos teletransportar, mas não para muito longe. Sua capacidade é muito limitada, e quanto mais longe irmos com ela, mais as chances de algo der errado. Então... eu vou nos mandar para fora da EPF. Só preciso calcular perfeitamente as coordenadas, para que não apareçamos debaixo da terra, ou algo do tipo. - Gary regula o pequeno dispositivo por alguns segundos e finalmente, o prepara para acionar - Bom, lembre-se, não se mova durante somos teletransportados. Isso poderia fazer você ficar deformado então... tome cuidado.
Henry: Ok...
Gary: Pronto?
Henry: Pronto!
Gary: E... JÁ!

 Uma luz azul começa a envolver os dois, e um formigamento toma conta dos dois, e aos poucos eles começam a sumir da sala. O processo dura alguns segundos, mas quase 1 minuto depois, os dois reaparecem fora da EPF, no meio de uma rua.
 A cidade está deserta, e nem Gary, nem Henry avistam uma forma de vida por perto.

Gary: 58... 59... 60! Henry, pode se mover novamente!
Henry: Aleluia! Eu já estava com câimbra.
Gary: Você está bem?
Henry: Acho que sim. Foi estranho. Eu fiquei cego por alguns segundos.
Gary: É assim mesmo. Mas enfim, temos nossa missão. Chegar à prefeitura.
Henry: Mas espera, e se alguém contaminado nos ver?
Gary: Tente agir como ele. E reze para que o Feiticeiro não tenha os dado alguma habilidade de perceber ameaças.
Henry: Ok... E agora? Para onde fica a prefeitura?
Gary: Pra lá. - ele aponta para o norte.
Henry: Então ok. Partir!
Gary: Vamos ir correndo.
Henry: Correr MAIS?! Ahhhhhhhhh...
Gary: Vamos logo.

 Os dois começam a correr pelas ruas vazias, com a neblina se dissipando.
 Se passa alguns minutos de corrida, e Henry e Gary ainda não veem nenhum pinguim pela cidade. Então, os dois resolvem parar, cansados pelo percurso dos dois.

Henry: Eu... acho... que nunca corri tanto... NA VIDA...
Gary: Uff... de fato... essa corrida tirou meu fôlego...
Henry: Então… E agora?
Gary: Podemos pensar mais sobre como faremos isso.
Henry: É… Nem tivemos tempo de bolar um plano.
Gary: Bem… Poderíamos…
Henry: Que tal subir o prédio, ativar a máquina do tempo e deter o Feiticeiro?
Gary: OK, mas o sentido do plano é decidir COMO faremos isso.
Henry: Eu sei mas… To sem ideias… Que tal improvisar?
Gary: Quer que ataquemos o Feiticeiro sem nem ao menos um plano??
Henry: Sim!
Gary: Não, precisamos formar um plano para que…
Henry: Ahnn, Gary?
Gary: O qu… O-ou…
-um grupo de pessoas aparece andando na direção deles-
Thomas: Então… O que fazem com essas máscaras?
Henry: Ahhhnnnn….. Gripe..?
Mikaela: Não se preocupe! Estamos nos sentindo MUITO bem, não há o que temer.
Gary: Na verdade, somos dedetizadores de iglus, e… estamos indo para o nosso primeiro dia de trabalho.
Thomas: Tenho certeza de que não irá precisar dessa máscara…
Henry: Eh… Na verdade… acabamos de lembrar que precisamos ir dedetizar a prefeitura! Então… se nos derem licença… - Henry tenta se afastar mas outro pinguim bloqueia sua passagem - Er, licença? Eu to querendo passar.
Roger: O Feiticeiro disse que máscaras como a sua não são permitidas na cidade.
Henry: Infelizmente eu preciso dela para... realizar meu trabalho de dedetização.
Policial: -ele se aproxima- Infelizmente vocês não poderão continuar com estas máscaras. 
Gary: Mas..
Policial: TIREM AS MÁSCARAS AGORA!
Mikaela: Sintam o ar puro desta cidade. Vocês se sentirão muito melhor.
Henry: Não podemos! Por favor, nos deixem em paz!
Gary: Oh não, isso vai dar problema...
Thomas: Tirem as máscaras!
Henry: Desculpa pessoal, mas vocês não me dão escolha! - Henry dá um soco em um dos pinguins - Nos deixem passar agora!
Policial: O que?! Agressão?! Quem não segue as leis só pode ser contra o nosso líder! Detenham esses dois vândalos!

 A multidão corre na direção de Gary e Henry, que sem poderem se defender, são espancados pelos pinguins.

Henry: Gary! O que faremos?!
Gary: Aguente firme! Só não podemos tirar a máscara para não sermos contaminados.
Henry: Gary... Isso ta começando à doer. Como vamos sair dessa?!
-Um dos pinguins empurra Henry para o chão, e a multidão começa a chuta-lo-
Gary: Oh céus... Henry! Aguente firme! 
Gary: Eu sei o que fazer... 

 Gary tira seu teletransportador do bolso e começa a preparação do teleporte.

Henry: G-Gary! Nã-não vai ad-diantar de nada! Eles irão nos seguir para ond-onde formos!

Gary: É um longo caminho até a Prefeitura Henry! Não podemos mais correr estes riscos. Aguente firme! Estaremos na prefeitura num piscar de olhos!

Henry: O que?! N-NÃO! O risco é muito grande! Nós pode-podemos sair com marcas piores do que as que ga-ganharíamos ao aguentar essa pancadaria.
-Alguém chuta a cabeça de Henry, e ele fica inconsciente por um momento-

Gary: Aguente firme Henry... - Gary finalmente regula as coordenadas, e inicia o teletransporte -

Alguns minutos depois...

Henry: O QUE?!
Gary: Não se mova Henry! Estamos quase lá! Aguente firme...

 8 segundos se passam, e Henry se percebe em um local totalmente diferente da rua em que ele estava anteriormente. Um vento frio bate no local. Ele olha em volta e percebe que de fato está no topo da prefeitura, perfeitamente bem.

Henry: Gary! Você conseguiu! Estamos bem! - ele não ouve uma resposta de Gary - Gary..? - Ele olha para trás e vê Gary caído no chão - Oh não... Gary?! Você está bem??
Gary: Assim como eu previ... a viagem era muito longa, o dispositivo não foi capaz de me re-organizar corretamente...
Henry: Mas... você parece bem... Dois braços, bico, pés. Qual é, você só deve estar tonto.
Gary: Henry... Sinto que as coisas dentro de mim não estão bem... Mal consigo respirar ou f-falar...
Henry: Não se preocupa... Vai ficar tudo bem. Você vai melhorar.
Gary: Isso não importa agora... Você precisará voltar no tempo sozinho...
Henry: O que?! M-mas... Eu não sei como!
Gary: É simples... Posicione o dispositivo no chão e pressione o botão vermelho. A máquina do tempo irá se fixar no chão. Então regule a máquina para voltar 2 horas. Em seguida se esconda e se prepare para a viagem. Esteja preparado para lutar...
Henry: Mas... e se eu não conseguir..?
Gary: Você é capaz Henry...
Henry: Eu... eu não consegui nem salvar a Emile...
Gary: Não havia saída, aquilo era algo que ninguém podia fazer, mas dessa vez você pode. Salve todos, inclusive, você é minha única chance. Henry, o mundo precisa de você.
Henry: O mundo precisa do Hero... Não de mim...
Gary: Mas o Hero precisa de você. Seja o Hero que o mundo precisa. E rápido!
Henry: Ta bom... Eu farei isso... Eu posso! Até logo Gary...

 Ele anda lentamente para o centro do telhado, respira fundo, e finalmente se abaixa e posiciona o dispositivo no chão, e pressiona o botão vermelho. Quatro garras de ferro saem da pequena máquina, e se pregam no chão. Em seguida, Henry gira o regulador, apontando para -2 horas. Ele por fim pressiona novamente o botão vermelho, e o cronômetro é ativado. Henry corre para o outro lado e se esconde atrás de uma saída de ar. Um clarão ilumina o horizonte inteiro, e em um piscar de olhos, Henry percebe o Feiticeiro na beirada.

Henry: É agora... Você pode fazer isso... - Ele anda lentamente para perto do Feiticeiro, que estava observando a cidade, com a cápsula em mãos - Apreciando a vista?
Feiticeiro: O que..? - Ele se vira, mas Hero libera energia contra o Feiticeiro, o lançando para trás, fazendo-o cair da prefeitura - AAAAAAAAAAAAH!!

 Hero observa o Feiticeiro caindo do alto do edifício, até que ele finalmente cai no chão, chegando à rachar o chão. Vendo aquilo como a vitória, Hero desce até a rua e observa o Feiticeiro, mas que para sua surpresa, solta um suspiro.

Hero: O que..?
Feiticeiro: - Ele abre os olhos - Achou mesmo que fosse me derrotar tão facilmente, herói? - Ele se levanta rapidamente e da um soco em Hero. O soco é dado com tanta força, que ele é lançado para trás, batendo na parede da prefeitura. - Infelizmente, neste tempo que você esteve... fora, eu fiz umas coisinhas.
Hero: Como v-você conseguiu tanta força..?
Feiticeiro: Bem, depois de anos em experiências, finalmente descobri uma forma de realmente ter poderes. Do mesmo modo que o seu vírus deu poderes para alguns pinguins daqui, o meu gás agora também pode fazer isso. Mas não desperdiçarei meu precioso gás com esses seres inferiores, eu usei, e usarei mais, em mim mesmo.
Hero: Mas... isso não é perigoso?
Feiticeiro: Perigoso? Hahahaha! É, mas para você. Agora se me der licença, deixarei meus... ''súditos'', cuidarem de você.
Hero: Grr. - Hero se levanta lentamente, e com esforço, eletriza sua mão, e dá um soco nas costas do Feiticeiro.
Feiticeiro: Hahahaha... Você realmente achou que isso funcionaria..? - O Feiticeiro se vira novamente, e de alguma forma, faz Hero flutuar - O que? Não está conseguindo respirar? Oh... desculpe. - Ele lança Hero para o outro lado da rua.

Hero: I-infelizmente, para você, eu não desistirei fácil. - Ele corre na direção do Feiticeiro, e usa seus poderes para absorver energia de tudo à sua volta, fazendo-o ser lançado para frente, contra o Feiticeiro.
Feiticeiro: Você ta ferrado... - Ele pega um apito, e o assopra. Em questão de segundos, criaturas horríveis começam a aparecer. - Prepare-se para o seu fim...

 As criaturas começam à aparecer cada vez mais. Aparecendo encima de prédios, dentro de janelas, ruas e becos. Ao sinal do Feiticeiro, todas as criaturas com seus dentes pontiagudos correm na direção de Hero, e seguram seus braços com a boca.

Feiticeiro: Vejamos que está indefeso agora... não é?
Hero: Você que pensa... - Hero consegue liberar uma enorme quantidade de energia à sua volta, fazendo a maioria das criaturas voarem para longe - Indefeso, né?
Feiticeiro: Se referindo à você... sim.
Hero: - ele olha para trás - O-ou...

 Centenas de criaturas chegam correndo pelas ruas, e pulando de janelas e alto de prédios, em direção à Hero. Elas se jogam por cima de Hero.


Feiticeiro: Não há como fugir herói.
Hero: Eu... n-não viajei no tempo pra acabar assim...
Feiticeiro: O que..?

 Segundos depois da fala do Feiticeiro, um barulho familiar é ouvido... Uma nave da EPF é vista vindo em direção à eles. Logo, mais naves surgem, algumas pousando no meio da rua e liberando esquadrões de agentes. Jatos sobrevoam a rua atirando nas criaturas.
 As criaturas assustadas com o barulho, correm, mas às ordens do Feiticeiro, voltam e começam à atacar os agentes.
 Então, com as criaturas distraídas, Hero finalmente se liberta de suas garras, e corre em direção à uma nave, onde vê Gary, Rookie, Dot, Surfando e Franky liberando diferentes esquadrões.

Hero: Finalmente... Ta tudo finalmente dando certo. - No momento que ele decide atacar o Feiticeiro, ele percebe que o vilão desapareceu - O que..? Onde ele...
Rookie: Oh não!! Ele vai saltar de lá!!! - Rookie aponta para o alto da prefeitura, onde se vê o Feiticeiro na beirada do telhado, segurando a cápsula de gás.
Hero: Ah não... De novo não... Ele não vai saltar! Ele vai jogar aquela cápsula de gás! Se isso acontecer, ele vai ter controle sobre a cidade toda, incluindo NÓS!
Gary: Ninguém conseguirá chegar lá à tempo!
Hero: De novo não... Espera... impulso... eu só preciso de um impulso... elétrico! É ISSO! - Ele corre para a frente da prefeitura - Ok... Preparar... - Ele se posiciona, e começa a puxar energia de tudo à sua volta, olhando fixamente para o Feiticeiro.

O processo de absorção de energia dura alguns segundos, então, por fim, Hero se prepara, e pula, e no mesmo momento, libera toda a energia que ele era capaz, fazendo-o praticamente voar em uma velocidade imensa para cima. Quando ele chega no Feiticeiro, o da um soco no Feiticeiro, que voa para trás de cai no chão. Hero sobe ainda mais alguns metros, e por fim começa a descer. Assim que ele chega ao telhado da prefeitura, o Feiticeiro se levanta, atordoado.

Feiticeiro: Você ta muito ferrado... - Ele começa à liberar seu gás normal - Eu vou tornar sua vida um INFERNO agora.
Hero: Ah não... GÁS!! Cof cof cof!

Na central da EPF...

Técnico 1: Senhor! O Agente Hero está tendo dificuldades com o gás do Feiticeiro. Mandar reforços?
Diretor: Não. Não iremos perder mais de um agente hoje. Hero está por conta própria. Já não foi bom termos enviado aqueles esquadrões para lutar contra as criaturas do Feiticeiro.
Técnico 1: Sim senhor...

No topo da prefeitura...

Feiticeiro: Acha mesmo que eles te vêem como um herói? Você é apenas mais uma das milhares de marionetes deles. A EPF nunca te verá como você quer ser visto. Nem a EPF, nem seus amigos, nem ninguém. Afinal, você não é um herói, é apenas um pinguim em uma roupa de borracha.
Hero: Não..! Eu NUNCA acreditarei nas suas palavras, nem mesmo com s-seu gás in-inútil!
Feiticeiro: É isso que você acha... Assim que o gás chegar na sua mente, tudo que eu disser se tornará verdade para você.
Hero: G-g-g-as-as-gás s-será capaz d-d-de me fazer acr-acreditar-ar em você.
Feiticeiro: É mesmo..? Hahaha... Eu já estou entrando na sua mente, pinguim.
Hero: Não! E-eu não permit-to... 
Feiticeiro: Permita... e seja meu... Mwaha..ha..ha..ha..ha...
Hero: Não...
Feiticeiro: O que..?
Hero: Eu não permito que você faça a mesma coisa que fez com a Emile.
Feiticeiro: M-mas... você não tem controle sobre isso... como você..?
Hero: Eu decidi que tenho controle sobre minhas escolhas. E eu escolho não deixar você fazer isso COMIGO! - Ele libera uma gigantesca quantidade de energia no Feiticeiro, lançando-o para trás. Em seguida, Hero vai até ele e o dá um enorme choque - Quer saber? Eu decidi que não vou permitir que você faça isso com mais NINGUÉM! - Ele continua liberando energia, e chega à um ponto em que as mãos de Hero esquentam, e ele finalmente para. Feiticeiro inconsciente... - Seu reinado chegou ao fim, Feiticeiro...
-uma nave da EPF aparece, com Gary, Surfando e o Diretor-
Surfando: Você conseguiu!
Gary: Eu sempre soube que você conseguiria!
- os três descem da nave e vão até Hero -
Surfando: eu sempre soube que conseguiria!
Gary: De fato, sempre soubemos que você podia.
Hero: Mas, e agora? O que farão com o Feiticeiro?
Diretor: Levaremos ele para os laboratórios EPF e estudaremos mais à fundo seu gás, e procuraremos uma cura para os contaminados.
Hero: Isso é... perfeito! E, espera, e aqueles monstros lá embaixo?
Diretor: Nossos agentes já cuidaram deles. Alguns estão sendo levados para os laboratórios para poderem ser estudando também.
Hero: Incrível... Gente, eu to... tão feliz que tudo isso tenha acabado.
Diretor: Agora é hora de um novo começo.
Hero: É... Espero que a cidade melhore.
Diretor: De fato, ela melhorará. Infelizmente, a única forma de uma cidade como essa melhorar após tudo, é com a severidade.
Hero: O que..?
Diretor: Os governantes pegavam muito mole com esta cidade, está na hora de voltarmos a sermos severos. Execuções para quem não respeitar as leis, regras rígidas. A próxima geração nesta cidade será formada por pinguins obedientes.
Hero: Espera, o que?! O que você quer dizer com isso? Vai contratar um prefeito que apoie a ditadura militar?
Diretor: Não, eu mesmo pegarei o poder desta cidade para mim.
Hero: Espera, o que?!
Diretor: Uma cidade não sobrevive após um desastre como esse, essa cidade precisa ser governada com mãos de aço.
Hero: O que? Sem eleições nem nada??
Diretor: Exatamente, estou pegando o poder desta cidade pra mim. - Ele acena para um grupo de agentes na nave - A cidade precisa de mudanças, e veja todo o caos que você causou. Uma cidade não precisa de um super-herói.
Hero: Eu não vou deixar você fazer isso.
Diretor: Terá que passar por meus agentes antes.
-um dos agentes da um soco em Hero, e outros dois seguram seus braços, e o fazem ajoelhar-
Surfando: Ei! Soltem ele!
Gary: Cara do Foguete! Pare! O que vai fazer?!
Diretor: Vou garantir que esse garoto não tente bancar o herói novamente.
Gary: Como?!
Diretor: Tirando esses poderes dele.
Gary: O que?!
Hero: Não!!!
Surfando: Não faça isso!! Por favor!!!
Diretor: Já chega! A minha primeira lei como líder dessa cidade é... Quem se meter nisso, será EXECUTADO.
Gary: Oh não...
Hero: Você não pode fazer isso!!!!!! A cidade vai se revoltar!
Diretor: E é pra isso que a ditadura militar serve. Para pôr ordem. - Ele se vira para o agente que em mãos tem um dispositivo - Pode acabar logo com isso.
Surfando: NÃO! EU NÃO VOU DEIX... - Um dos agentes dá um tiro na cabeça de Surfando, que cai no chão.
Gary: NÃÃÃÃO!!!
Hero: NÃO! PARA COM ISSO! GARY VAI EMBORA!
Gary: EU NÃO PERMITIREI QUE VOCÊ FAÇA ISSO COM AS PESSOAS DESTA CIDADE!
Hero: GARY VAI EMBORA, POR FAVOR.
Gary: NÃO TE DEIXAREI HENRY, USE SEUS PODERES E PODEREMOS DET... - Um dos agentes atira na cabeça de Gary também, que cai sobre o corpo de Surfando.
Hero: NÃÃÃÃÃÃÃÃÃOOO! O QUE VOCÊ FEZ!!!!
Diretor: Acabem logo com isso!

Um dos agentes posiciona o dispositivo na cabeça de Hero, e o ativa. A máquina faz um estrondo, e alguns segundos depois, já havia retirado todo o poder de Hero, que agora era apenas... Henry.

Diretor: As coisas mudarão à partir de agora... Mudarão radicalmente...

Fim?

Embora muitas perguntas tenham sido respondidas, muitas outras surgiram... O que aconteceu com Henry após retirarem seus poderes? Como que no futuro Gary está vivo, sendo que ele acabou de ser morto? O que acontecerá com a cidade estando nas mã... nadadeiras do Diretor? Estas perguntas poderão ser respondidas em breve? Deixe suas teorias e opiniões nos comentários. 
 Obrigado à todos vocês que acompanharam a série e deixaram suas opiniões. Créditos totais ao Garrifro, que desenvolveu a história, personagens e episódios, que infelizmente não pode escrever este final tão aguardado. E um obrigado especial à minha amiga Fefezinh111 por ter me ajudado à escrever este capítulo. Enfim, o que você achou do final? O que espera para o futuro desse universo de séries Club Penguin Avalanche? Ideias para futuras séries? Deixe nos comentários! Até mais e... Pinguinando!