segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Mystical World #1 | Todos a bordo!

Olá friends! Aqui é Fefezinh111! Hoje vou lhes trazer o primeiro capítulo de Mystical World! Espero que gostem dessa série cheia de emoção, suspense e aventura! Desculpa não postar no horário certo, minha net não estava funcionando. Boa leitura! Ah, aqui, só para deixar claro, nesse mundo em que a série vai passar vai ser de muito tempo atrás. Ou seja: nada de televisão, celular ou internet, ok?  Confiram:


"Ah, o Club Penguin. Uma ilha meio isolada do resto da Antártica, embora fosse bem populada desde vários milhões de anos atrás. Era difícil acreditar que antigamente era uma ilha tropical, e agora é coberta por toneladas de neve branca que foram acumuladas ao longo desses milênios. Mas embora o Club Penguin seja uma ilha de muita aventura, sinto que gostaria de viajar este mundo enorme em que vivemos. Mas como, e por onde começar? Será que..."

- Hey, garotão! - diz uma voz feminina, atrapalhando Carlos em sua escrita no seu diário. - O que anda escrevendo ai?

- Nada demais....apenas desejos. - diz Carlos, observando a pinguim a sua frente. A pinguim tentava olhar o diário de Carlos. - Não seja intrometida, Alexandra!

Ela ri. A pinguim tinha a cor azul escuro, parecendo o mar da própria ilha em que viviam quando esta era mergulhada pela noite. Seus longos cabelos ruivos e lisos estavam presos em um rabo de cavalo firme, e ela usava um pequeno vestido preto sem mangas, combinando com sua cor e seu sorriso brilhante.

Carlos suspira e fecha o diário. Estavam em seu iglu, em plena luz do dia, às 7:00 AM. Costumavam acordar cedo para aproveitar melhor os momentos e a vida, pois a vida, para eles, era bem curta e merecia ser aproveitado cada minuto.

- Está pronta para mais uma aventura? - pergunta ele, sorrindo. Carlos era um pinguim com cor verde escura e cabelos marrons, e agora trajava um casaco marrom um pouco desgastado, devido a usá-lo várias vezes.

- Não sei, já rondamos boa parte desta ilha. - diz Alexandra, dando de ombros.

- E as montanhas?

- Já subimos a montanha mais alta. - continua ela. - Será que tem algo mais para ver?

- Bom... aqui não. - comenta Carlos. - Mas lá fora, sim. Isso na verdade era o que eu estava escrevendo, um desejo de navegar por este mundo.

- Em que lugar iríamos? - pergunta Alexandra.

- Bom...nem eu sei. Este mundo é gigante. - diz Carlos, pegando uns mapas do planeta Terra e os botando na mesa. - Inglaterra seria uma boa, mas ouvi que tem gente muito esnobe.

- Tem mesmo. - diz Alexandra, rindo. - Mas seria ótimo ver a França. Ouvi que os pinguins que vivem lá são bem chiques.

- Eu não me preocupo em ser chique. Isso é babaquice! - fala Carlos.

- Babaquice nada! - diz Alexandra, rindo. De repente ela encara um lugar do mapa. - Hey, que lugar é esse?

Ela aponta um país.

- Oh...este é o Egito. - diz Carlos. - É um país famoso e misterioso.

- O que tem ai sobre ele? - pergunta Alexandra.

- Deixa eu ver. - diz Carlos, pesquisando em outro livro. Ele lê em voz alta. - "O Egito é um país do nordeste da África, tendo o rio mais extenso do mundo, o rio Nilo. Os produtos frescos e de boa qualidade neste país são extremamente fartos, além de ter um governo estável. Embora o clima seja extremamente quente, as paisagens deste país são belíssimas."

- Uau! Um lugar como esse daria certo para uma boa aventura! - exclama Alexandra. - Vamos para lá!

- Até poderíamos ir, se tivéssemos um navio. - fala Carlos, irônico.

- Oh, eu sei onde arrumar um. - diz Alexandra, tendo uma ideia.

Ancoradouro

Os dois pinguins vão até lá. O ancoradouro, diferente de atualmente que é apenas usado para lazer, tinha imensos navios de carga e de navegantes que percorriam o mundo em busca de tesouros e emoções.
Era exatamente essa última opção que Carlos e Alexandra estavam procurando.

- Não acho que seja uma boa ideia, Alex. - diz Carlos. - Você sabe como ele é.

- Eu conseguirei convencê-lo. - diz ela, confiante.

Eles se dirigem a um navio atracado na costa. O navio era de madeira e enorme, com tinta azul reluzente em todo o seu casco e detalhes brilhantes de ouro no mastro e nas bordas do convés. Dava para ver escrito em dourado no casco "Gold Ocean".

- Edward! - grita Alexandra para um pinguim que estava sentado perto do navio. O pinguim se vira.

- O que desejam? - pergunta ele, com sotaque inglês. Ele era um pinguim inglês de cor aqua, com um colete azul escuro com faixas coloridas, calças brancas brilhantes e um chapéu azul escuro de capitão combinando com a roupa. Por debaixo do chapéu, caiam longos cabelos loiros presos em um rabo de cavalo frouxo. Era sem dúvida bem elegante.

- Belo barco seu. Andou cuidando bem dele, em? - diz Alexandra, sorrindo. Edward faz uma expressão de impaciência.

- Não venha com esses elogios, srta. Alexandra. Eu já conheço gente de sua laia. É melhor ser direta logo. - diz ele, de forma grossa e direta.

- Alex, vamos embora. - diz Carlos, com raiva da fala rude de Edward.

-  Não, espera. - diz Alexandra, disposta a convencer o capitão inglês. - A gente gostaria de viajar pelo mundo, sabe?

Edward levanta uma sobrancelha, curioso.

- É que...gostaríamos de viajar para...o Egito. Dizem que é um país respeitável e bem interessante. Você poderia nos levar até lá. - continua ela.

Edward cai na gargalhada.

- Eu, levar vocês em meu navio? Iriam acabar contaminando ele, camponeses!

- Pare de ser mal educado, seu imbecil! - fala Carlos, já com a paciência no limite, e com o rosto ardendo.

- Oh, que pena. Eu ia dizer que tinha uma chance de vocês viajarem comigo, mas graças ao jeito rude de seu amigo, lamento que... - começa Edward, mas então Alexandra faz uma cara como se estivesse prestes a implorar.

- Por favor, diga como poderíamos entrar! - fala ela.

- Oh, finalmente, boas maneiras! - continua Edward. - 1.000 moedas.

- O QUÊ?! - exclama Carlos e Alexandra.

- Vocês ouviram. 1.000 ou nada feito.

Carlos olha para o lado, desesperado. Alexandra pensa.

- Esperem aqui. - diz ela, correndo para longe. Depois de alguns minutos, ela vem trazendo uma bolsa com dinheiro. - Aqui está.

- Alexandra! Isso é... - começa Carlos, surpreso.

- Sim, minhas economias de meses. - fala ela, tristemente.

Alexandra tinha perdido seu iglu em uma tempestade meses atrás, e graças a amizade de Carlos, ficou no iglu dele todo esse tempo.

- Não, Alexandra...nem precisamos viajar. Você precisa do seu iglu. - diz Carlos.

- Quando temos um sonho, temos que correr atrás. - diz ela, decidida, e entregando a bolsa de dinheiro a Edward, que acaricia as moedas, sorrindo.

- Eu ia subir agora. - diz ele. - Embarquem. Iremos navegar nesse momento.

Dias depois

Carlos e Alexandra viajam com Edward e sua tripulação por vários dias, tendo visto algumas tempestades e o infinito do oceano. Mas a viagem parecia demorar uma eternidade para nossos pequenos exploradores. Quando eles estão dormindo de manhã, com ondas batendo de leve no navio como o toque de uma pena, um dos que estava no navio gritou:

- Terra a vista!

E este foi o primeiro capítulo! Espero que tenham gostado, friends! Até o próximo! Peço desculpas pela falta de imagens, no próximo capítulo iremos ter. :v