sábado, 20 de fevereiro de 2016

Mystical World #2 | Antigo Egito

Olá friends! Aqui vem mais um capítulo de Mystical World! Fico feliz que tenham gostado do primeiro capítulo, vou me esforçar muito! Boa leitura!


Alexandra ouve o grito, e se espreguiça no colchão meio duro em que estava deitada. Vê Carlos dormindo profundamente, e sacode seu ombro.

- Carlos, Carlos, acorde... - diz ela, gentilmente. O companheiro solta um resmungo e se cobre mais.

Ela pega algumas penas de seu travesseiro, e começa a fazer cócegas nele. Carlos começa a rir alto.

- Pare, pare! Por favor! - diz ele, rindo. - I-isso não tem graça!

- Para mim tem. - diz Alexandra, sorrindo. - Vamos, preguiçoso, já chegamos.

- Já?

Os dois se levantam, tomam um banho e botam suas típicas roupas. Eles vão para o convés, onde Edward estavam esperando.

- É costume que plebeus fiquem dormindo até essa hora? - pergunta ele, sorrindo.

- Isso parece mais coisa de riquinhos esnobes feito você. - fala Carlos, virando o rosto.

- Bem, desçam assim que o navio atracar. - diz Edward.

Quando o navio atraca, os pinguins aventureiros descem do navio.

- Bem, obrigado pela viagem de qualquer forma. - diz Carlos. - Afinal, Alexandra pagou 1000 moedas por ela.

- É o mínimo que podia fazer. Levar fêmeas a bordo traz má sorte. - diz Edward, com cara de nojo. Então ele faz uma expressão diplomática. - Bom, eu ficarei esperando vocês pagarem...

- Hã? Esperar pagar o quê? - diz Alexandra. - Já pagamos a viagem!

- Na verdade, pagaram só a parte de ida. - diz Edward, rindo. - Eu sou um capitão muito ocupado. Viajo pelo mundo constantemente. Esperarei aqui uma semana para vocês pagarem outras 1000 moedas. Se não, ficarão presos nesse inferno cheio de areia. Provavelmente ficarão presos, de tão pobres que são.

Alexandra percebe que estava suando. Raramente suava no Club Penguin, que sempre fora tão gelado. Carlos respira fundo.

- Vamos conseguir o dinheiro e esfregar na sua cara! - diz Carlos. - Vamos, Alexandra.

Carlos corre pelo porto junto com Alexandra. Ambos suavam bastante.

- Oh céus, como os pinguins daqui vivem com tamanho calor? - fala Alexandra, mexendo no cabelo para fazer um coque. Pensava até em cortá-lo por causa de temperatura tão alta.

- Eles devem ser espíritos ou algo assim. - diz Carlos. - Bom, de qualquer forma, temos que nos localizar por aqui. Hey, você!

Carlos acena para um pinguim já de certa idade e de cor marrom, que estava vendendo tigelas de barro.

- Poderia nos dizer como podemos chegar ao centro do Egito, a parte mais importante desse país?

O pinguim o encara, e diz, serenamente:

- O deserto é longo, meu jovem. Vocês precisarão de um transporte, ou seja, terão que pagar. Nada daqui é de graça.

Carlos mexe nos cabelos, nervoso, e depois nos bolsos.

- Só tenho umas poucas moedas. - diz Carlos. - Nobre senhor, poderia nos dizer onde tem um transporte barato aqui?

- Poderiam viajar de camelo. - diz o pinguim de certa idade.

- Camelo? O que é isso? - pergunta Alexandra, confusa. O pinguim aponta para um animal longe dali, alto, peludo, com o que parecia ser montes em suas costas. Um pinguim perto dele descansava, comendo e dando alimento ao animal.

- Obrigado, senhor. Até. - diz Carlos, se distanciando com Alexandra.

Ambos se aproximam do animal, receosos.

- Que animal estranho. - comenta Alexandra.

 O pinguim descansando perto do camelo reclama:

- Ele não é estranho! É bem cuidado! Ricos já montaram nele!

- Ok, ok, mas a gente gostaria de saber se poderíamos montar...no seu camelo. - diz Carlos, disposto a negociar. - Para irmos ao centro do Egito.

- Depende...o que vocês tem para pagar? - pergunta o pinguim, interessado.

Carlos e Alexandra mexem nos bolsos. Eles tinham um total de 50 moedas. O pinguim balança a cabeça.

- Isso é muito pouco para meu camelo atravessar o deserto.

- Por favor, nós precisamos disso. - diz Alexandra, tristemente.

- Bem, posso fazer uma gentileza para dama tão bonita quanto você. - diz o pinguim, sorrindo. Alexandra se sente vermelha, e vira o rosto. - Bem, vou buscar meu outro camelo. Esperem aqui.

Deserto

Alexandra e Carlos atravessavam um deserto escaldante junto com o dono dos camelos. Alexandra e Carlos montavam juntos.

- Isso é divertido! - fala Alexandra, rindo.

- Argh...não é não! - diz Carlos, parecendo mais verde que o normal. - Estou ficando enjoado. Esse animal devia balançar menos!

- Vá se acostumando, garoto. - diz o pinguim, montado em seu outro camelo. - Há muitas coisas aqui que vocês provavelmente nunca viram antes.

- Por isso que viemos para cá. - diz Alexandra. - Para ver coisas novas.

- Bom, fizeram uma péssima escolha... - murmura o pinguim. Carlos e Alexandra ouvem o que ele diz, mas preferem ignorar.

Depois de alguns minutos, notam grandes construções de longe.

- O que é aquilo? - diz Alexandra, curiosa.

- Ah, são as pirâmides. Grandes construções feitas pelos egípcios. Eles carregaram imensos blocos de pedra para fazê-las. - diz o pinguim, sorrindo.

- Eu poderia ir até o topo delas! - diz Alexandra, rindo.

- Provavelmente você ia despencar lá de cima. - diz Carlos, sorrindo.

- Bom, vocês podem seguir daqui. - diz o dono dos camelos.

Carlos e Alexandra descem dos camelos. Carlos ainda se sente meio enjoado, e se apoia em uma pedra para não cair na areia.

- Obrigada, nobre pinguim. - diz Alexandra.

- Disponha. Tenham cuidado. - diz o pinguim, indo para longe com seus camelos.

Alexandra corre até as grandes construções, animada.

- Alexandra, espera! - diz Carlos, indo atrás dela.

Grandes portões protegiam o que parecia ser uma enorme cidade. Alexandra e Carlos chegam perto deles.

- Será que se bater alguém responde? - diz Alexandra, rindo.

- Quem sa...- começa Carlos, quando sente suas costas sendo espetada por algo.

Alexandra se assusta e se afasta. Era um guarda, vestindo roupas egípcias. Ele portava uma lança com a ponta feita de ouro e joias. Sua cor era aqua e os cabelos eram escuros. Tinha um guarda atrás de Alexandra. Esse também tinha roupas egípcias, mas sua cor era azul escura e os cabelos eram loiros. E sua lança era de prata.

- Quem são vocês e o que fazem aqui? - diz o primeiro guarda, ameaçador.

- C-calma! V-virem essas lanças para lá. - diz Alexandra, rindo nervosa. - Não estamos fazendo nada errado.

Alexandra sente a lança de prata cutucar suas costas.

- Isso é o que o faraó vai dizer. - diz o pinguim loiro, decidido.

De repente, se ouve uma voz feminina:

- O que vocês estão fazendo? - pergunta uma pinguim, logo acima dos portões, os observando. Ela tinha cor aqua e cabelos loiros soltos, indo além dos ombros. Usava um vestido egípcio branco com um cinto dourado. Ela ri. - Mais uma vez estão afastando visitantes?

- Não são visitantes. São invasores. Iremos levá-los até o faraó. - diz o pinguim aqua.

- Ora, se vão levá-los a uma visita ao faraó, deixem que eu mesma leve. - diz a pinguim.

- Fefezinh, você sabe o risco que está se metendo. - diz o pinguim azul escuro. - Não pode entrar qualquer pinguim para dentro de nosso reino assim.

- Ora, sou a embaixadora do Egito, Ask. O que os outros países vão falar ao nos verem tão desconfiados assim? Irão pensar que estamos fazendo algo errado. Deixe que eu mostre nosso reino a esses simpáticos visitantes. Você e Plog, voltem a vigiar o palácio real, por favor.

- Ok, mas depois se resolva com o faraó. - diz Plog, abrindo o portão junto com Ask. Ambos entram.

Fefezinh desce de lá de cima por uma escada e para na frente de Carlos e Alexandra.

- Obrigado por impedir que fossemos cutucados com aquelas lanças até o palácio. - diz Carlos, rindo.

- Sem problemas. - diz Fefezinh, sorrindo. - Quais seriam seus nomes, viajantes?

- Está tão óbvio que somos viajantes? - diz Alexandra, rindo. - Meu nome é Alexandra, e esse é meu amigo Carlos.

- Entrem, bem-vindos. - diz a pinguim aqua, indicando o portão. Os três entram, mas não percebem alguém os observando de uma janela do palácio.

E esse foi o segundo capítulo! Digam o que acharam nos comentários!